Sábado, 30 de Junho de 2007

Tempo

 O tempo é algo extraordinariamente importante na vida de todos nós.

Cada pessoa confere-lhe  a sua própria matriz pessoal, e organiza a sua forma de viver, em torno dele.

Há pessoas, a quem o tempo lhe falta sempre. Vivem desorganizadas, uma vida inteira, chegando atrasadas  muitas das vezes, aos locais onde já deveriam estar, porque o tempo lhe  fugiu ao seu  próprio controlo pessoal.

No entanto, outras pessoas há a quem o tempo  parece dar , para fazerem  quase tudo o que planeiam.

Cada ser humano deveria gerir o  seu próprio tempo, cabendo-lhe a ele a grande decisão do que fazer com ele.Isto parece acontecer cada vez menos na actual sociedade, dita civilizada, e desenvolvida.

Damos por nós e observamos  um regime horário estabelecido  pelas mais variadas organizações empregadoras,que pouco deixam ficar para o lazer. É como se o lazer fosse um desperdício de tempo, ou um atentado ao bem estar das pessoas.

O subversivo, é  o carácter de obrigatoriedade, que é conferido ao tempo destinado ao trabalho, sem deixar margem de manobra para que seja diferente.

 E já ecoam as vozes de algumas "ilustres cabeças coroadas", que  avisam... que não basta assim, é preciso trabalhar mais horas ainda, e até mais tarde...

Então o meu imaginário leva-me até às sociedades "ditas primitivas.." e penso qual será realmente a mais primitiva ou a mais civilizada?..

Civilizada a actual?.. Não sei,  parece  afastar-se cada vez mais desse objectivo, por não considerar determinadas variáveis que são a base do equilibrio emocional do ser humano. Por tudo isto eu digo..

Não me roubem todo  o meu tempo, ele é um bem que me pertence.

Quero tempo para viver as minhas emoções, para falar, para dormir, para ler, para estar com a família e os amigos,  para ouvir música, para dançar, para conhecer outras paragens, para amar também.. Em suma: Deiam-me o tempo que me pertence, e deixem-me celebrar a vida..

 

publicado por luana às 12:54
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Quinta-feira, 28 de Junho de 2007

Descobrir

Descobrir é um acto de paixão e interesse que nos leva também à descoberta de nós próprios.

Por vezes somos incapazes de descobrir os outros, porque ainda não nos descobrimos totalmente a nós.

Descobrimos ao longo da nossa vida, uma imensidão de pessoas, todas diferentes umas das outras, e com quem nós estabelecemos diferentes níveis de relacionamento e convívio. Umas surpreendem-nos pela positiva, outras nem tanto assim. Havendo até aquelas que não gostaríamos de ter descoberto  em momento algum.

Mas é na descoberta do outro, que nós aprendemos também, a aferir e a  aplicar determinadas emoções, que estão latentes em nós desde que nascemos.

Há um certo encantamento em todo o processo da descoberta. Esse encantamento poderá tornar-se de tal forma fascinante, que nos leva a não mais deixar fugir, essa pessoa de nós. Desde jogo de interesses e sedução, que poderá acabar por se tornar mútuo, nascem por vezes grandes amizades ou amores, para toda uma vida ou parte dela.

Nem todos nós temos  a capacidade de saber descobrir os outros, e de nos deixarmos descobrir por eles.

A simbiose que subtancia tal acto, parece estar na natureza dos elementos que cada um tem para dar ao outro.

Descobrir poderá ser tanta coisa...

A prepósito, estou a pensar..se já me descobri a mim mesma...

publicado por luana às 19:50
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Segunda-feira, 25 de Junho de 2007

Memórias de Infância

Quem não guarda um pouco desses tempos dentro de si mesmo?..

Gosto de ficar longo tempo a imaginar a primeira vez que me recordo de mim própria. 

Gosto de retornar aos cenários que pintaram a minha infância, e voltar a ver a tal figueira com um baloiço em corda,  feito  pelo meu avô materno.

As bonecas, a maioria eram feitas de trapo pela minha avó. A minha mãe, essa trabalhava imenso de sol a sol, não tinha  tanto tempo para estas coisas. Quando ela chegava ao fim do dia, eu mostrava-lhe com entusiasmo e uma alegria imensa estampada no meu rosto, o que a minha avó havia feito para mim nesse dia. O meu pai, esse chegava já bem de noite, veria depois, ou só no outro dia...

As brincadeiras, essas duravam até depois do sol se pôr, com o meu irmão, outras raparigas e rapazes que viviam  ali por perto, não eram muitos.

Guardo na memória retalhos de uma infância priveligida, que sem ser rica, tinha uma família por perto que me protegia, que se reunia à noite ao serão, para falar, de como eram as coisas no outro tempo, e como eram naquele...

Eu deliciava-me a ouvir tudo aquilo...até queria que o serão nunca mais acabasse..

É bom poder guardar na memória toda esta riqueza, todo este património afectivo.

Devo uma grande parte da pessoa que sou hoje, a essas memórias que ficaram um dia inscritas num tempo, que ninguém jamais conseguirá apagar..  

publicado por luana às 19:49
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Comsentimentos

Os sentimentos são a essência que brota de cada um de nós.

O que molda cada pessoa naquilo que é como ser humano, não é mais que a conjugação e exteriorização dessa subtância..

publicado por luana às 00:04
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